Sem foguetes barulhentos: um brinde à cidadania

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O que para alguns é sinal externo – e de certa forma extremado – de alegria, para muitos outros é uma insanidade e desrespeito. Foguetes sempre foram associados à festas. Finalmente, em Goiânia, passa a ter seu real significado: a alegria de um não pode ser o incômodo de muitos.

Andrey Azeredo

Andrey Azeredo

Por iniciativa do vereador Andrey Azeredo, MDB, a Câmara dos vereadores de Goiânia havia aprovado no ano passado projeto de lei municipal que proíbe fogos de artifício barulhentos em toda a capital. Inexplicavelmente, o prefeito Iris Rezende vetou a iniciativa. Agora, a Câmara derrubou o veto e a lei está valendo.

Mas, afinal, é possível a explosão de fogos de artifício silenciosos? Completamente silenciosos é evidente que não, mas a tecnologia existente é suficiente para a fabricação de fogos que provocam ruídos bastante reduzidos em relação à tecnologia anterior. O reveillon em São Paulo este ano foi realizado pela primeira vez sob o efeito de lei de idêntico teor ao agora aprovado em Goiânia. A beleza nos céus paulistanos foi a de sempre, mas quem se encontrava a algumas quadras de distância do epicentro do show pirotécnico reportou que praticamente não ouviu explosão alguma.

É uma ótima iniciativa. Trata-se de uma questão essencial e diretamente ligada à cidadania. Milhares de pessoas idosas, enfermas, autistas e todos os que se sentem incomodados com explosões de foguetes e fogos de artifício agradecem. E mesmo que eles não possam agradecer, cachorros e gatos, além de todos os animais – incluindo aqui inevitavelmente os pássaros adaptados à vida urbana – certamente vão viver bem melhor.

Iniciativas assim valem a pena.