Dessas duas tabelas, agora anuladas, resultou uma terceira, que foi mantida...

Serpes admite erro, mas a emenda piora o soneto

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Diante das inúmeras evidências de erro na pesquisa Serpes, contratada pelo jornal O Popular, no levantamento para o Senado, o instituto reagiu e admitiu ter errado. Explicou que das 3 tabelas de tabulação da captação de intenções de votos para o Senado, pelo menos duas delas não devem ser levadas em consideração.

Dessas duas tabelas, agora anuladas, resultou uma terceira, que foi mantida...

Dessas duas tabelas, agora anuladas, resultou uma terceira, que foi mantida…

A emenda, porém, é pior do que se pode imaginar. A terceira tabela, a tal que permanece, conforme garante do Serpes, é a que apresenta uma média aritmética diretamente relacionada entre as intenções de voto registradas nas outras duas, de 1ª e 2ª opção de voto do eleitor entrevistado. Ora, se há comprometimento, ao ponto de serem anuladas, como o resultado delas composto tem a validade mantida? Não faz qualquer sentido. Aliás, numa análise amarga, é mais um erro, e ainda mais grave.

Mal comparando, e caminhando nítida e claramente para a pilhéria, esse conjunto seria o mesmo que um juiz validar um gol resultante de um cruzamento de jogador em posição de impedimento, mas marcar o impedimento. Arnaldo Cesar faria uma festa danada. No intervalo, o juiz explicaria: “o gol é válido porque não houve falta no lance. O cruzamento do jogador é que foi anulado porque havia impedimento”. Surreal demais essa comparação? Pois é, a situação oficial do Serpes também é.