Socorro financeiro de Brasília é copo d’água no mar de dificuldades de Goiás

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Não foi falta de empenho do governador Ronaldo Caiado em Brasília. Desde novembro, ele tem feito tudo que é possível para arrancar dinheiro dos cofres federais para facilitar as coisas no caixa estadual. Até nomear a secretária da Economia Cristiane Schimidt, que supostamente teria sido sugestão do super-ministro Paulo Guedes, ele topou.

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Lua de mel acabou, e o dinheiro esperado não virá de Brasília

Caiado decretou – simbolicamente, é verdade – Estado de Calamidade financeira, anunciou cortes de despesas, pulou o pagamento do mês de dezembro dos servidores públicos, e agora quer cortar quase todas as passagens de ônibus dos estudantes beneficiados pelo passe livre. Isso, segundo ele, é fazer o dever de casa.

Não adiantou nada. Caiado queria enquadrar Goiás no duríssimo programa de recuperação fiscal, criado no governo anterior. Não conseguiu. Depois, brigou pela criação do programa de equilíbrio fiscal. Deu certo, mas o resultado não é o que ele esperava. O governo vai receber de Brasília 780 milhões de reais por ano. É copo d’água num mar de dificuldades. Não cobre nem ao menos a folha de pagamento de um único mês – em abril, os gastos com pessoal chegaram a 1 bilhão e 65 milhões de reais. É, de qualquer forma, um pequeno refresco, mas que está muito longe de aplacar a sede.