Toma lá, da cá? Decisão do Supremo de colocar corruptos na Justiça Eleitoral pode evitar instalação da “CPI Lava Toga”?

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Em decisão majoritária, 6 votos a 5, o Supremo Tribunal Federal decidiu que casos de corrupção que tenham alguma ligação com caixa 2 devem ser julgados pela Justiça Eleitoral, e não pela justiça comum federal ou estadual. O procurador da operação Lava Jato Deltan Dallagnol entende que a decisão “fecha uma janela no combate à corrupção”.

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Talvez seja interessante observar o ambiente neste início de nova legislatura no Congresso Nacional. Jamais se falou tanto na possibilidade de instalação de uma CPI com objetivo de investigar decisões de cortes, inclusive do Supremo Tribunal. Situando desta forma, surge uma dúvida a respeito da decisão do STF: seria uma forma não admitida, obviamente, de toma lá, da cá entre ministros e parlamentares ameaçados por processos na justiça comum por envolvimento em casos de corrupção e caixa 2?

A dúvida parece ser pertinente levando-se em conta a degradação eternamente verificada na composição dos grandes lances de negociação que existe no mais alto degrau político do país. A pergunta não precisa ser respondida por ninguém. Ela deverá se responder sozinha, pelas atitudes. Se a “CPI Lava Toga” não for instalada e o assunto definhar aos poucos até morrer, mesmo que não tenha ocorrido uma negociação direta, poderá abrir uma brecha para se entender que a decisão do STF estará quitada pelo “favorzinho” do Congresso.