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Batendo bola com crianças na periferia

Não foi a primeira vez: Tenente da PM que conteve torcedores e entrou no clima de alegria deve ser punido ou promovido?

Muitos torcedores do Goiás, classificado previamente para a série A do ano que vem após 3 anos amargando a série B, foram ao aeroporto receber os jogadores do time. A PM, como sempre acontece nessas ocasiões, manteve-se alerta. Uma espécie de cordão de contenção foi criado. No meio dos policiais, um tenente, César Salustiano, entrou no clima do pula-pula e comemorou com os torcedores, mantendo-se atento ao cordão de isolamento. Os torcedores tiveram comportamento festivo, mas completamente pacífico.

Batendo bola com crianças na periferia

Batendo bola com crianças na periferia

Como tem acontecido em todos os lugares do mundo conectado, é claro que não faltou um celular para gravar alguns segundos da festa, com o tenente da PM pulando junto com os torcedores enquanto cumpria rigorosamente sua função.

Não é a primeira vez que o tenente César Salustiano quebra o protocolo para interagir com a população. Recentemente, em outra gravação, ele foi flagrado, de farda, batendo bola num campinho na periferia com algumas crianças.

O comando administrativo da corporação abriu procedimento para apurar a conduta do oficial. Este site fica na torcida para que o resultado desse processo seja a promoção imediata desse policial, que com gestos simples, humaniza a relação da Polícia Militar com a população.

Casa de carne estatal, mas nem assim acessível ao salário oficial recebido pelos cubanos

Por que o governo cubano tem tanto medo do “Mais médicos” anunciado por Bolsonaro?

O presidente eleito Jair Bolsonaro, cujo governo só será iniciado no dia 1º de janeiro do ano que vem, comentou que pretende rever as cláusulas do programa “Mais médicos” que o governo de Dilma Roussef acertou com o governo de Cuba via Opas – Organização Pan Americana de Saúde, integrante da OMS, Organização Mundial de Saúde. Pelo pacto acertado em 2013, o Brasil paga para cada médico, em 2018, cerca de 11 mil 865 reais e 60 centavos – ou 3 mil 139 dólares ao câmbio atual. Desse total, os cubanos só recebem 3 mil reais – ou 793 dólares. O restante é embolsado pelo governo de Cuba – 2 mil 346 dólares. Atualmente, existem 8 mil 556 médicos cubanos no Brasil atuando no programa “Mais médicos” – o que rende ao governo de Cuba mais de 20 milhões de dólares por mês, quase meio bilhão de dólares por ano.

Cesta básica cubana garante 12 dias de alimentação

Cesta básica cubana garante 12 dias de alimentação

Mas, afinal, por que a ditadura cubana se revoltou com as promessas feitas pelo presidente eleito e anunciou que vai retirar imediatamente os médicos do país? O que irritou os dirigentes cubanos? São 3 pontos anunciados como intenção do futuro governo: os médicos devem receber integralmente seus salários, sem a obrigação de repassar nada ao governo cubano, eles vão poder – ao contrário do que a ditadura cubana impôs aos seus cidadãos – trazerem suas famílias, e vão ter que passar pelo exame de competência técnica, o “revalida”, que é imposto até para os médicos brasileiros formados no exterior. Por fim, Bolsonaro disse que atenderia os cubanos que entrarem com pedido de asilo no Brasil – situação, aliás, que é bastante elogiada pela intelectualidade brasileira quando se trata de povos de outras nações, como refugiados haitianos, venezuelanos ou árabes.

Casa de carne estatal, mas nem assim acessível ao salário oficial recebido pelos cubanos

Casa de carne estatal, mas nem assim acessível ao salário oficial recebido pelos cubanos

Essas condições são inaceitáveis para os padrões da liberdade imposta pela ditadura cubana aos seus cidadãos. Para se ter uma ideia, o salário médio de um cubano é de cerca de 30 dólares por mês. No Brasil, o salário de 11 mil e poucos reais mensal é um rendimento muito bom, mas fica bem longe do topo da cadeira alimentar do capitalismo. Em Cuba, 3 mil dólares mensais é uma tremenda fortuna. Pela via democrática, o governo de lá poderia aplicar uma sobretaxa de imposto aos médicos que trabalham aqui – algo equivalente a 75% -, mas isso fatalmente levaria milhares deles a optar pelo pedido de asilo.

Havana dos cubanos

Havana dos cubanos

Não é estranho, portanto, que a ditadura cubana fique apavorada com as intenções do futuro governo – que só começará efetivamente no dia 1º de janeiro. Os ditadores de lá tem pressa em acabar com o programa mesmo com o governo de Michel Temer cumprindo rigorosamente todos os ítens do que foi acertado anteriormente no governo de Dilma Roussef.

Incentivos fiscais: José Eliton insiste em mandar mensagem de convalidação para Assembleia. Caiado quer o assunto após sua posse

A prorrogação por mais 6 meses do prazo nacional da convalidação dos incentivos fiscais pelos Estados é o novo fator de choque político-administrativo entre o governador José Eliton e o seu sucessor, Ronaldo Caiado. Eliton insiste, e quer enviar para apreciação na Assembleia o pacote da convalidação. Caiado defende muita calma nessa hora. Como os incentivos vão vigorar em seu governo, ele quer discutir com os setores beneficiados para encontrar um mecanismo que possa proteger os interesses da economia e não prejudicar  o equilíbrio fiscal do Estado.

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Quem está certo e quem está errado nesse desencontro? Difícil saber. Por um lado, José Eliton é o governador – com todos os poderes inerentes ao cargo – até dia 31 de dezembro deste ano. Do outro, Ronaldo Caiado terá pela frente uma tarefa gigantesca para reequilibrar o caixa do Estado. O bom senso apontaria para um consenso entre ambos, com o envio de uma proposta de convalidação que atendesse os pontos de vista de ambos, pelo menos nos aspectos convergentes entre eles.

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Recuos de Bolsonaro: o que é melhor, um presidente que recua pra não errar, ou um teimoso que insiste no erro?

A imprensa, e obviamente setores da opinião pública, tem aumentado as críticas ao que chamam de “recuos” do presidente eleito Jair Bolsonaro. Ele diz que pretende fazer determinada coisa, como a junção dos Ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura e Pecuária, mas depois recua, e afirma que não irá fazer o que disse que faria.

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Para a imprensa, isso gera insegurança – e parte das críticas avança ao dizer que o presidente não sabe exatamente o que irá fazer para domar o monstro devorador de impostos pagos pela população. Mas, afinal, ele sabe o que está propondo ou não?

Difícil saber. Sobre a insegurança, é um exagero absoluto. Ora, errado foi o abandono – sim, por teimosia – da matriz econômica em 2008/2009 e sacramentada depois de 2011 a 2014. Todos os economistas foram unânimes em alertar para o mal que isso iria gerar, mas os plantonistas do Palácio do Planalto não recuaram.

Diante disso, resta uma pergunta para se pensar: o que é melhor, um presidente que lança uma proposta/intenção, mas recua se houver possibilidade de erro, ou um teimoso que insiste e erra?

Aumento salarial no Supremo entra em choque com fim do auxílio-moradia: a desmoralização total da República

O presidente Michel Temer tem à sua frente a lei que concedeu aumento superior a 16% nos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal após a aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado. A tarefa dele é vetar a lei ou sancioná-la.

A melhor estampa para a derrocada moral da credibilidade da República (imagem da internet)

A melhor estampa para a derrocada moral da credibilidade da República (imagem da internet)

No Supremo, após a péssima repercussão do aumento salarial , com reprovação maciça e imediata da população, os ministros sinalizaram com uma compensação: a proibição legal do auxílio-moradia – a malandragem legal usada para aumentar indevidamente os salários que estavam congelados.

E aí é que surgiu o impasse que mostra a desmoralização total que se abateu sobre esta República. Temer diz que só vai sancionar a lei do aumento salarial após o Supremo derrubar o tal auxílio-moradia. Já o Supremo afirma que só aprova o fim do benefício-malandragem se a lei foi sancionada pelo presidente.

Em outras palavras, o Supremo acha que a palavra do presidente não vale coisa alguma, e o presidente da crédito idêntico ao compromisso dos ministros da mais alta corte da República. Bons tempos em que palavra de honra tinha significado no Brasil…

Tempo novo: A queda do maior império político-administrativo da história moderna de Goiás

Desde 1982, quando houve a recuperação do direito da população indicar pelo voto direto os governadores e prefeitos de cidades listadas como de interesse da segurança nacional e capitais, jamais um grupo conseguiu tamanha hegemonia como o Tempo Novo, inaugurado na eleição de 1998 com a vitória de Marconi Perillo. Antes dele, o MDB deu as cartas entre 82 e 98, mas o partido sempre foi pulverizado entre políticos de porte extraordinário, como Iris Rezende, Henrique Santillo, Mauro Borges, Irapuan Costa Júnior e Iram Saraiva, além de várias outras lideranças expressivas. No Tempo Novo, ao contrário, houve uma consolidação de maneira única da liderança de Marconi, o ousado jovem que em 1998 derrotou o MDB e seus partidos e forças satélites.

Sob a liderança de Marconi, um império político-administrativo se ergueu, e se tornou o mais vitorioso da história moderna no Estado, vencendo sucessivamente 5 eleições, sendo 4 delas com o próprio Marconi.

Cena da campanha de Marconi, que inaugurou o Tempo Novo, em 1998

Cena da campanha de Marconi, que inaugurou o Tempo Novo, em 1998

Pois esse império poderoso não apenas foi massacrado, como quedou-se inapelavelmente. E chega aos extertores de sua existência de maneira vexatória, atirando na lata de lixo um dos seus maiores legados – o pagamento dos servidores públicos dentro de certa normalidade e rotina. Isso sempre foi um símbolo em relação aquilo que havia antes – quando servidores públicos eram tratados como estorvo necessário

Certamente, muito ainda irá se falar sobre a vitória de Ronaldo Caiado – ele próprio um dos fundadores do Tempo Novo – e a derrocada desse grupamento que, independentemente de qualquer outra coisa, se inseriu como registro de toda análise que será feita sobre a estrutura do poder político em Goiás. E é o tempo, como bem sabe o homem do campo que migrou para as cidades, que cura o queijo. E certamente as análises posteriores perderão o natural contágio com a situação presente, tornando-se assim muito mais pertinente e, por essa razão, consistente.

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Mesmo de forma precária, em razão da escassez do tempo fundamental do distanciamento, é possível dizer que o Tempo Novo é passado. Isso não equivale a dizer que seus integrantes estão condenados ad eternum ao ostracismo. Significa somente que o império perdeu a consistência administrativa, e caminha para o fim melancólico. Se transforma em sua queda numa encruzilhada em relação ao que agora se apresenta como o renovador. Caiado poderá trilhar pela modernidade das relações políticas tanto entre seus aliados como em relação aos que ele derrotou, ou seguir pela fórmula populista e grosseira do “acerto de contas”.

Rumo à modernidade político-administrativa ou retorno das velhas práticas?

Rumo à modernidade político-administrativa ou retorno das velhas práticas?

Isso não equivale a dizer que a realidade deve ser empurrada para baixo dos tapetes palacianos, mas, sim, de postura civilizada diante dos erros eventualmente identificados para que possam ser evitados enquanto relés continuísmo de tempos idos. Goiás merece mais do que isso, e os goianos deram a Ronaldo Caiado um crédito de confiança como jamais se viu antes, com seus 60% de votos nominais válidos. O governador eleito tem diante dele um desafio tão grande quanto foi o apoio que recebeu da esmagadora maioria dos eleitores que optaram por um dos candidatos: inaugurar uma nova era que leve à modernidade evolutiva na relação política ou o retorno e manutenção das velhas práticas.

Cobrança: Por que tanta ansiedade em relação ao secretariado do futuro governo de Ronaldo Caiado?

O tema tem incomodado praticamente toda a imprensa estadual: por que Ronaldo Caiado, governador eleito no dia 7 de outubro, ainda não indicou um só futuro secretário de seu governo? Essa pergunta sem resposta, muito além da ansiedade natural da imprensa em tentar revelar o que virá, tornou-se tema constante do dia a dia nas redações. Enquanto isso, Caiado aparenta não estar “nem aí” para o falatório.

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Para alguns bons e gabaritados jornalistas da área política, a falta de revelação dos futuros secretários é provocada por dois ou mais fatores. O primeiro deles é que Caiado não teria, ainda agora, a menor noção do que terá que fazer para governar. A segunda possibilidade seria a de que ele tem sofrido pressões de todos os aliados de campanha, e ao não deixar vazar nome de ninguém, evitaria enfrentar descontentamentos desde já.

São teses, evidentemente, que devem ser levadas em consideração por fazerem sentido prático. Pode ser realmente que Caiado não tenha noção do que terá que fazer e que esteja sendo pressionado por aliados. Mas pode ser igualmente que não seja nada disso. Caiado não é nenhum apedeuta, novato. Além disso, ele frequentou as hostes do governo/grupamento que foi derrotado por ele nas urnas durante 16 anos. Portanto, ele sabe muito sobre a estrutura sobre a qual o governo está sedimentado, e conhece também os buracos que terá que tapar.

Por outro lado, pressões são absolutamente normais não somente durante a montagem da equipe inicial como durante todo o tempo de governo. E as pressões vão desde a indicação de nomes para o 1º como para os demais escalões da administração pública. E as pressões sobre Caiado não são tão grandes assim. A estrutura partidária que o apoiou é pequena em relação à proeza da conquista eleitoral. O PRP, por exemplo, do senador eleito Jorge Kajuru, tem um ou dois nomes, no máximo, com nota suficiente para passar no “Enem” da montagem de equipe inicial, como é o caso do presidente Jorcelino Braga, ex-secretário da Fazenda do governo de Alcides Rodrigues e velho amigo-parceiro do próprio Caiado – embora a relação entre os dois seja entremeada de idas e vindas.

De resto, Ronaldo Caiado parece não dar pelota para a cobrança por nomes. Ele sabe, por larga experiência que tem, como é o tempo na política. Na virada do ano, ele assumirá o comando da casa verde da praça Cívica. E só aí terá chegado a hora de indicar com quem pretende governar. O grande erro será se ele deixar cargos em aberto, repetindo o triste álbum de figurinha que jamais se completava no início do governo Alcides Rodrigues. Isso, sim, causará uma péssima impressão, e não se pode esquecer que é a primeira a que realmente fica.

Fernando Henrique Cardoso se despe da institucionalidade de ex e abre oposição a governo que ainda não tomou posse

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso continua sua sina dentro daquilo que se entende como síndrome de Estocolmo, em que a vítima se apaixona pelo agressor – no caso dele, após deixar a Presidência da República, teve seu governo severamente criticado nas administrações de Lula e Dilma, e se apaixonou. Com Lula silenciado pela condenação por corrupção, FHC tem se comportado como oposicionista ao governo futuro de Jair Bolsonaro. Ele, assim, se despe da institucionalidade reservada a um ex-presidente da República, e se transforma em mero coadjuvante da oposição.

FHC e Lula: tudo a ver

FHC e Lula: tudo a ver

O comportamento de FHC, que nunca fez oposição aos governos do PT mesmo diante do mensalão e do petrolão, agora se posiciona como “menino de recado” da orientação petista. É uma pena ver aquele que tinha a fleugma como referência política se transformado em mero coadjuvante de uma corrente derrotada pela maioria dos eleitores que escolheram um rumo através do voto direito para presidente da República. Enfim, Fernando Henrique Cardoso deveria mesmo corrigir a frase creditada a ele – de que “esqueçam o que escrevi” – para adaptá-la, por outro motivo, à frase do ex-presidente João Figueiredo, o último general presidente do regime militar de 1964: me esqueçam.

A propósito, FHC, o presidente que tungou aposentados celetistas com uma reforma canalha na Previdência social em 1998 – com a instituição do famigerado fator previdenciário -, em recente entrevista a um canal de TV de Portugal, fez eco aos oposicionistas radicais que surram constantemente o governo que ainda não tomou posse.

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Conexão: Álvaro Guimarães se tornou grande favorito para Presidência da Assembleia Legislativa

Uma das eleições mais complicadas do mundo político estadual é a da Presidência da Assembleia Legislativa. Porém, ao contrário do que já aconteceu algumas vezes na Câmara Municipal de Goiânia, a definição no legislativo estadual costuma ocorrer com alguma antecedência. Ganha destaque quem consegue se articular melhor e de forma mais abrangente dentro das muitas tendências políticas internas. É o caso atual do deputado Álvaro Guimarães.

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Nos bastidores comenta-se que Álvaro tem o compromisso do governador eleito Ronaldo Caiado para sua pretensão. Tudo realmente aponta nessa direção. Caiado teria se comprometido com o apoio ao deputado, que foi um dos primeiros políticos do 1º escalão a deixar a base aliada estadual comandada pelo PSDB para apoiar a então ainda isolada candidatura de Ronaldo Caiado. Desde então, a corrente pró-Caiado só fez crescer não apenas na base aliada como também nos chamados partidos independentes. Álvaro, nesse contexto, foi uma espécie de abre-alas que quebrou o isolamento vivido pela candidatura Caiado.

A disputa pela Presidência da Assembleia Legislativa porém passa ao largo do apoio do governador. Os deputados estaduais se sentem à vontade para ouvir o que o governador diz, mas decidem com enorme autonomia. Exemplo desse histórico – que não significa rebeldia – foi a eleição do deputado Samuel Almeida, em 2004. Ele peitou o Palácio das Esmeraldas e foi eleito para comandar o legislativo.

Álvaro Guimarães não tem esse mesmo estilo, de enfrentamento. Ao contrário, ele é conciliador de mão cheia. Reeleito para o sétimo mandato como deputado estadual, ele coleciona também cargos na estrutura interna do legislativo. Nos últimos dois anos, exerce a Presidência da mais importante comissão da Assembleia, a de Constituição, Justiça e Redação.

Internamente, a eleição para a próxima Mesa Diretora, em fevereiro do ano que vem, já é considerada como fatura liquidada. Álvaro Guimarães é o grande favorito. Há ainda o deputado Iso Moreira na parada, mas comenta-se que ambos – com perfil conciliador – devem se acertar. Álvaro tem o apoio do governador eleito, o que soma bastante, e conseguiu se apresentar bem entre os deputados reeleitos, além de ampliar seu leque de apoio entre os deputados recém-eleitos. Ele alcança essa posição principalmente pela sua imensa capacidade de somar apoios.

Ex-ministro da Agricultura no governo Dilma e Joesley Batista, da JBS, são presos em operação da Lava Jato

Antonio Andrade, ex-ministro da agricultura durante o governo de Dilma Roussef, e atual vice-governador de Minas Gerais foi preso temporariamente nesta sexta-feira juntamente com Joesley Batista, dono da JBS, além de outros executivos da empresa e dois deputados estaduais, um de Minas Gerais e o outro do Mato Grosso. As prisões fazem parte de desdobramento da operação Capitu, um dos braços da Lava Jato.

Joesley

A denúncia iniciou com base em confissão premiada do doleiro Lúcio Funaro, apontado como operador de propinas do MDB, partido de Antonio Andrade. De acordo com a investigações da polícia federal, o ministério da Agricultura, em 2014 e 2015, funciona como central de arrecadação de propina, paga pela JBS em troca de favores no Ministério.