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Entre um e outro, o melhor é a população brasileira

Haddad diz que Bolsonaro se alinha automaticamente com Donald Trump. Isso é pior do que apoiar Nicolás Maduro?

O ex-representante do líder do PT na eleição deste ano, Fernando Haddad, disse que o presidente eleito Jair Bolsonaro se alinha automaticamente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O tom de sua fala foi de condenação. E faz sentido, sim, mas a pergunta que também cabe nesse caso é sobre o alinhamento que Lula, Dilma e outros dirigentes do partido de Haddad sempre tiveram com os dirigentes da Venezuela, Hugo Chavez e Nicolás Maduro. Lula, vale recordar, chegou a dizer que a Venezuela de Chavez era o país mais democrático do mundo.A verdade é que ambos os posicionamentos são criticáveis.

Entre um e outro, o melhor é a população brasileira

Entre um e outro, o melhor é a população brasileira

O Brasil deve ter sempre um só alinhamento: o interesse da população brasileira. O resto é somente perfumaria ideológica.

Federais no Palácio da Guanabara, residência oficial do governo do Rio de Janeiro

Federal nas ruas: Governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, está preso

Restando pouco mais de um mês para deixar o cargo, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, foi preso por agentes da polícia federal na manhã desta quinta-feira. Atiual governador, Pezão era vice de Sérgio Cabral, que foi condenado a mais de 100 anos de cadeira e ainda responde a outros processos. Conforme um delator, o atual governador recebia mesada de 150 mil reais do esquema comandado por Cabral. Após assumir o governo, ele teria devolvido a gentileza, pagando cerca de 400 mil reais ao já ex-governador Cabral.

Federais no Palácio da Guanabara, residência oficial do governo do Rio de Janeiro

Federais no Palácio da Guanabara, residência oficial do governo do Rio de Janeiro

A ordem de prisão do atual governador do Rio foi assinada pelo ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, STJ, já que ele tem foto privilegiado. A polícia federal prendeu Pezão logo após às 6 horas da manhã no Palácio da Guanabara, residência oficial do governo do Estado. Os federais ainda cumprem outros nove mandados de prisão, busca e apreensão.

Futuro governo de Ronaldo Caiado: aliados à beira de um ataque de nervos

O ainda senador Ronaldo Caiado sempre teve o desejo de ser governador do Estado de Goiás. Tentou pela primeira vez em 1994, mas quebrou a cara. Não se classificou nem ao menos para o 2º turno, disputado naquela eleição entre Maguito Vilela, que foi eleito, e Lúcia Vânia. Este ano, mesmo diante de enormes problemas, como uma base de apoio inicialmente muito fraca – mas que cresceu antes mesmo de ir para as ruas buscar votos – ele novamente não foi para o 2º turno. Caiado simplesmente não precisou da segunda etapa para se eleger. Levou logo 60% dos votos válidos, 10% mais do que precisava. Um recorde fantástico neste século.

Secretariado: mistério absoluto

Secretariado: mistério absoluto

Se chegar ao governo sempre foi, digamos assim, um sonho de consumo de Ronaldo Caiado, por que ele não anunciou um único nome para seu Secretariado? Essa resposta talvez apenas ele e seu círculo mais íntimo possa responder. Caiado tem mantido um silêncio total a esse respeito. E o pior é que, segundo ele mesmo, em entrevista ao jornal O Popular, mais da metade de seu governo já está definido. E continua totalmente mantido em sua cabeça.

O resultado dessa equação silenciosa é que os aliados dele, diretamente interessados nas parceladas do poder palaciano, especulam pra todo lado, e de certa forma esperneiam também. Estão, como se pode dizer, à beira de um ataque de nervos.

Oficialmente, Caiado diz que antes de falar sobre os nomes daqueles que devem ajudá-lo a governar ele precisa de um diagnóstico sobre o que irá encontrar pela frente. Do ponto de vista prático, não faz tanto sentido assim. Ele só vai saber realmente o que terá pela frente após adentrar o Palácio. Equipes de transição captam somente o que há de bom. Os esqueletos ficam sempre dentro dos armários.

Eles não são os inimigos

Generais no Ministério: qual é o problema?

O presidente eleito Jair Bolsonaro escalou alguns generais da reserva para compor seu Ministério. De um lado, os eleitores dele aprovaram ou são indiferentes. Do outro, a oposição se arrepia e invoca demônios de outrora. Mas, afinal, existe algum problema em escalar cidadãos aptos para o Ministério?

Eles não são os inimigos

Eles não são os inimigos Eles não são

Claro que não. Ver essa atitude como ato hostil à democracia é simplesmente insano. Na realidade, não há nada que indique uma virada rumo a um governo ditatorial porque generais da reserva vão ocupar Ministérios. Antes de Bolsonaro, inúmeros ex-terroristas, defensores da ditadura de esquerda, exerceram a função, e nem por isso o Brasil deu uma guinada na direção de uma ditadura esquerdista. Achar que militares planejam contra a democracia é, até prova em contrário, uma tremenda asneira.

Se há algo que realmente conspira contra o Estado democrático é conviver com uma casta federal vivendo como nababos sustentados por milhões de cidadãos diariamente desrespeitados.

Bolsonaro: maioria aprova indicados para o Ministério

Ministério: Bolsonaro escala craques em quase todas as áreas

Com exceção dos militantes oposicionistas, a opinião pública majoritária recebeu muito bem os principais nomes indicados para composição do Ministério do futuro governo de Jair bolsonaro. O juiz Sérgio Moro é a cereja do bolo junto ao grande público, enquanto o economista Paulo Guedes é a grande convergência em relação aos principais protagonistas da economia nacional. De todos os indicados até agora, há pelo menos 3 polêmicas: Onyx Lorenzoni, que de amigo e aliado de 1ª hora passa a Chefe da Casa Civil, embora tenha recebido dinheiro de caixa 2 para bancar campanha eleitoral em 2014, Tereza Cristina, indicada pela Frente da Agricultura e Pecuária – a chamada bancada do boi – na Câmara dos Deputados, vai para o Ministério da área, mas responde a inquérito de sombrios episódios nada republicanos – conforme as suspeitas do Ministério Público – com a JBS, e Luiz Henrique Mandetta, indicado pela Frente Parlamentar da Saúde, vai comandar o mais robusto orçamento dentre todos os Ministérios, da Saúde, apesar de ter sobre sua conduta no passado alguns problemas, como sassaricar pelos céus em vôos regionais pagos por empresa e sem declaração formal, além de suspeitas de favorecimento em licitação. Nenhum deles é réu, conforme destacou o próprio Bolsonaro. Ainda assim, não deixa de ser um tremendo constrangimento.

Bolsonaro: maioria aprova indicados para o Ministério

Bolsonaro: maioria aprova indicados para o Ministério

Quanto aos demais nomes, como o do futuro ministro da Educação, o colombiano naturalizado brasileiro Ricardo Rodríguez, há reações de setores francamente críticos ao próprio Bolsonaro. Além disso, pesaria contra ele o fato de ter sido sugerido ao próximo presidente pelo polêmico filósofo Olavo de Carvalho, autor de frases e artigos corrosivos contra a esquerda brasileira.

Há um fato a ser destacado positivamente na escalação do futuro Ministério: nenhum nome passou pelo esquema político que esmagou a dignidade da política brasileira nas últimas décadas. As escolhas foram pessoais, sob o respaldo de quase 60 milhões de votos.

Sucursal do inferno: profissionais do “Mais Médicos” tem carga horária de “quase 24 horas”, admite secretário de saúde no Pará

O vice-presidente do Conselho Nacional de secretários Municipais de Saúde e presidente do Conselho Estadual de Saúde do Estado do Pará, Charles Tocantins, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, disse que os médicos brasileiros enviados às cidades de difícil acesso por terra ou rio em seu Estado não conseguem ficar mais que um ano em seus locais de trabalho. A narrativa, porém, revela uma situação infernal.

Posto de vacinação, no interior do Pará

Posto de vacinação, no interior do Pará

Ele disse que em localidades remotas, os médicos “tem casa, água, mas não tem conexão de internet. A energia não é assídua e chega a falhar muitas vezes. E, principalmente, tem o problema do deslocamento: não há locomoção noturna de barco, por exemplo. Alguns profissionais reclamam também que, pelo fato de morarem lá, sempre são chamados para uma emergência, é quase um trabalho 24 horas”, detalhou. O resultado é óbvio: os médicos acabam pedindo demissão após viver 1 ano nesse calvário.

Tocantins explicou que os únicos profissionais que conseguem viver e trabalhar em condições tão precárias são os médicos cubanos. Faz sentido, em Cuba, até mesmo em alguns bairros de Havana, a capital do país, as condições de vida são ainda piores – com ração alimentar distribuída pelo governo suficiente para apenas 12 dias por mês, por exemplo, além de residências caindo aos pedaços. Mal comparando, nesses casos, até as cidades abandonadas pelos governos estaduais, como o narrado pelo secretário do Pará, oferecem vida melhor e mais amena.

O secretário paraense citou a cidade de Cametá, que fica a 650 quilômetros da capital por terra e 40 quilômetros de viagem pelo rio Tocantins. A cidade tem 130 mil habitantes. Dos 17 médicos do programa “Mais Médicos” que trabalham nessas condições, 5 cubanos abandonaram, mas 12 profissionais brasileiros continuam trabalhando.

Abaixo, o link da reportagem completa da Folha de S. Paulo.

https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2018/11/24/medico-desiste-com-distancia-e-acesso-ruim-diz-chefe-de-secretarios-no-pa.htm

Educação básica: esse deve ser o objetivo

Qual é o futuro da Educação brasileira para que o país tenha retorno nesse investimento de toda a população? Usar todo o dinheiro disponível na educação básica ou fundamental. Não existe qualquer outra forma de mágica ou atalho. Ou se cria um estudante ávido por conhecimento desde os primeiros anos ou jamais vai se consertar a falha no alicerce educacional com algum diploma universitário.

Aqui começa o futuro...

Aqui começa o futuro…

O Brasil não gasta pouco com educação. Gasta menos do que deveria, mas está entre os países que usam boa parcela do PIB nesse setor. O problema é que a qualidade desse gasto é péssimo. Está entre os piores do mundo. A começar pelo mais evidente nessa questão: onde estão os melhores, mais preparados e mais bem pagos professores brasileiros? Nas grandes universidades. É necessário inverter essa realidade insana. Que os melhores cérebros sejam usados no ensino fundamental. É lá que está o problema brasileiro.

Aqui, o destino

Aqui, o destino. Não tem como dar certo

De que vale um país ter grandes universidades se tem nelas – via de regra – formandos que chegaram a ali sem conhecimento real, alimentados por escala de conhecimento sem fundamentação básica? Não se corrigem as falhas do ensino básico com um diploma universitário. Nenhum povo do mundo conseguiu fazer isso. E é exatamente isso que o Brasil tem feito ao longo das últimas décadas.

Reclama-se, com razão, que os salários dos professores são muito baixos. É verdade quando se refere ao ensino básico. É mentira quando observado nas universidades federais, onde professores chegam ao topo da carreira com mais de 20 mil reais por mês – o que os coloca como alguns dos mais bem pagos do mundo. Que se inverta essa pirâmide dantesca. Que os melhores salários sejam pagos a quem educa as crianças a encontrar o prazer enorme do conhecimento. É assim que o mundo que da certo e funciona faz. O resto é consequência.

Professor Ricardo Vélez

Ministro da Educação é da direita. Ué, e esperavam algum esquerdista?

O mundico da análise ideológica não leva em conta currículo. Olha a ficha do cara e sacramenta – direta ou indiretamente: esse não serve porque é de direita. A referência aqui é para a indicação de Ricardo Vélez como próximo ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro, que sempre vale lembrar só vai ter início – seguindo normalmente o calendário – dia 1º de janeiro.

Professor Ricardo Vélez

Professor Ricardo Vélez

Ricardo Vélez é um baita professor com 40 anos de cátedra. Tem currículo fenomenal. Se vai desempenhar a futura funçao bem ou mal é outra história. Aliás, essa dúvida vale também para o próprio Jair Bolsonaro.

O que deve se destacar é o fato de que após dezenas de sucessivos governos mesclados entre direitistas e esquerdistas – Lula foi eleito em 2002 com um vice de direita, FHC seguiu o modelo e se elegeu com vice do DEM – o Brasil terá um governo de direita. Nesse sentido, que se transforme em norma: ou vence um direitista ou um esquerdista, mas jamais um meio termo. Foi exatamente essa forma de composição que levou o Brasil a sacramentar o “jeitinho” na política.

O ministro da Educação será de direita. E não se esperava outra coisa.

Desde sua implantação, participação de brasileiros aumentou mais de 100% no programa “Mais Médicos”

Quando implantado pelo governo de Dilma Roussef, em 2014, para, oficialmente, atender aos apelos das manifestações de rua que aconteceram em todo o país em 2013, o programa “Mais Médicos” recebeu somente 3.033 brasileiros – conforme mostra reportagem da Folha de S. Paulo, de um total de 14 mil 462 vagas disponibilizadas – que representa cerca de 21% do total. Os médicos cubanos eram 11 mil 429 profissionais – cerca de 79% do total.

Fac-símile Folha de S. Paulo

Fac-símile Folha de S. Paulo

Atualmente, conforme informações publicadas pela Folha, a distribuição dos profissionais por origem de seus países mudou bastante. As vagas passaram de 14.462 para 18.240. Os médicos brasileiros somam 7.818, cerca de 43% do total. Já os cubanos diminuíram a representatividade, com 8.332 médicos – cerca de 46%.

Mais Médicos: negócio acertado entre Dilma e Raul Castro

Folha de S. Paulo: “Mais Médicos” foi negócio feito pelo governo Dilma para atender pauta de exportação cubana

Oficialmente, o programa Mais Médicos foi criado emergencialmente após as manifestações que encheram as ruas de todo o país em 2013. Essa é a parte, digamos assim, “lindinha” da iniciativa do governo da ex-presidente Dilma Roussef para interiorizar o atendimento médico aos brasileiros residentes em pequenas comunidades de todo o país. A realidade, porém, é muito diferente, conforme revela reportagem da Folha De S. Paulo, com base em correspondência oficial entre Brasil e Cuba, mantida em segredo durante 5 anos.

Mais Médicos: negócio acertado entre Dilma e Raul Castro

Mais Médicos: negócio acertado entre Dilma e Raul Castro

Um ano antes das manifestações de 2013, o governo comandado por Raul Castro, irmão e herdeiro do onipresente Fidel, aportou em Brasília para “vender” prestação de serviços médicos – hoje sua principal pauta de exportações. A partir desse momento, iniciou-se uma articulada operação secreta para o Brasil receber médicos cubanos. Uma das principais exigências do governo de Raul Castro foi que o Brasil deveria proibir taxativamente que os cubanos se desligassem do programa e pudessem assim morar definitivamente no país. O governo Dilma Roussef, como se sabe, topou essa e todas as demais exigências de Cuba. Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, cerca de 400 médicos cubanos abandonaram Cuba e pediram asilo, afirma a reportagem da Folha de S. Paulo.

Para driblar – termo utilizado na reportagem da Folha – qualquer forma de debate no Congresso Nacional, foi acertada uma triangulação via Opas – Organização Pan Americana de Saúde. O Brasil pagava a Opas, que repassava o dinheiro ao governo cubano.

Foram esses dois ítens – possibilidade de concessão de asilo aos médicos e pagamento direto aos profissionais -, principalmente, que levaram o governo cubano a romper unilateralmente, e de maneira instantânea, o acordo que rendeu a Cuba mais de 7 bilhões de reais em 5 anos, após o presidente eleito Jair Bolsonaro anunciar que modificaria o acordo.

A reportagem da Folha de S. Paulo, na íntegra, está no link abaixo:

(https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/11/telegramas-detalham-drible-no-congresso-para-brasil-e-cuba-criarem-o-mais-medicos.shtml)