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Chapa Aliada: na base da intimidade

Chapa majoritária com Marconi Perillo, José Eliton e Vilmar Rocha mostra que opção  da base aliada estadual é pela força da unidade

Afonso Lopes

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Governador Marconi Perillo: nome tranquilo na cabeça da chapa governista

Vice-governador José Eliton: ele tem trabalho mostrado para continuar

Vice-governador José Eliton: ele tem trabalho mostrado para continuar

Deputado Vilmar Rocha: os aliados o preferem na disputa pelo Senado

Deputado Vilmar Rocha: os aliados o preferem na disputa pelo Senado

A definição final das candidaturas às eleições deste ano só vai acontecer nas convenções partidárias. Dessa forma, apesar dos nomes já colocados no processo, ninguém pode ser considerado candidato definido. Mas se ainda não é o momento de assistir à batida do martelo, a fase é riquíssima em articulações, negociações e avanços. Nesse sentido, a chapa da base aliada do governo estadual caminha para efetivação, com as candidaturas de Marconi Perillo e José Eliton à reeleição, e Vilmar Rocha para o Senado. Muito mais do que o peso individual de cada um, a base aliada parece estabelecer sua linha de atuação na conceituação prática da unidade. Os três integram o que se poderia classificar como o mais próximo da unanimidade interna.

Reflexo dos acontecimentos do encontro de Rio Verde, ontem, sábado, 31? Sim, mas não apenas. O trio está se consolidando desde meados do ano passado, quando a caravana política aliada se estabeleceu e discutiu as metas de trabalho para as eleições deste ano. É óbvio que a candidatura de Marconi é a única que realmente conta com apoio total e incondicional de toda a base aliada, mas José Eliton e Vilmar Rocha também conseguiram conquistar apoio, e por isso podem trabalhar com maior desenvoltura em suas respectivas posições.

O fator Ronaldo Caiado na base

De qualquer forma, e apesar da consolidação dos nomes propostos para a chapa majoritária da base estadual, o democrata Ronaldo Caiado é, e vai continuar sendo, como uma sombra projetada sobre as candidaturas de José Eliton e Vilmar Rocha. Não que isso signifique que os dois correm riscos de perderem os espaços conquistados. Acontece que em se tratando de política, mais ainda que no futebol, onde gol decisivo pode acontecer nos acréscimos do segundo tempo, o jogo só termina quando “acaba mesmo”. Neste caso, após as convenções. Até lá, ou seja, no final deste mês que começou hoje, domingo, o que se percebe é uma nítida preferência por José Eliton e Vilmar Rocha.

Caiado não tem muitos trunfos na manga, mas tem votos pra caramba. Isso, claro, conta bastante em qualquer eleição. Porém, ele já esteve muito mais próximo de se reaproximar da base aliada como candidato ao Senado do que está hoje. Suas últimas andanças e declarações causaram certo desconforto, inclusive nos setores que gostariam de ter o líder democrata reintegrado à base aliada. Caiado repetiu que vai fazer campanha independente, sem se identificar político-eleitoralmente com o restante da chapa. Ou seja, se ele não vai se dedicar na tarefa de conquistar votos para todos, por que a base inteira pediria votos para ele?

Além disso, o democrata tem prestigiado eventos patrocinados fora do eixo aliado, especialmente no campo oposicionista, como aconteceu no encontro promovido pelo deputado federal Armando Vergílio, que de quebra teve aparição relâmpago do peemedebista Júnior Friboi. Antes, Caiado articulava abertamente junto à candidatura de Van­derlan Cardoso, de onde se distanciou somente após ser desautorizado publicamente por Marina Silva e por Eduardo Campos, comandantes nacionais do PSB e candidatos à Presidência da República e vice.

Essas atitudes de Ronaldo Caiado botaram pilha na base aliada, e acabaram reforçando as posições de José Eliton e Vilmar Rocha internamente. Enquanto Caiado se mostrava distanciado, os dois seguiam firmes a cada encontro regional da base aliada. Esse conjunto de ações e fatores está fazendo a diferença neste momento. Não é por outra razão que se percebe movimentação de pessoas muito próximas do líder do Demo­cra­tas diretamente junto ao nú­cleo pessoal de Marconi. Re­cen­temente, inclusive, os casais Graci­nha/Ro­naldo e Valé­ria/Marconi teriam gastado prosa animada num jantar reservado. O tema eleições de­ve ter frequentado o am­biente entre um acepipe e outro.

Preferência da base com a dupla Eliton e Vilmar

O processo de reabsorção de Ronaldo Caiado não é fácil. Lideranças de praticamente todos os partidos que formam a base aliada já declararam inúmeras vezes que a dupla Eliton e Vilmar tem preferência na casa. Não somente pelas atuais articulações empreendidas por ambos, mas por todo o histórico pessoal de cada um desde a campanha de 2010, e que atravessa a crise financeira de 2011 e os ataques de 2012, e a reconstrução a partir de 2013. Isso conta os pontos que agora estão fazendo toda a diferença.

A opção por Ronaldo Caia­do não seria traumática suficiente para abalar a unidade em torno da candidatura à reeleição do governador Marconi Perillo, mas certamente seria desconfortável, pelo menos nos primeiros momentos, pelo sacrifício que teria que ser feito na chapa que hoje se abriga como fator representativo da unidade interna. E é exatamente aí onde se encontra a força desse grupo.

Sem Iris, eleitorado migrou para todos os demais candidatos

Palanque do PMDB já tem uma definição

 – Jornal Opção

Iristas e friboizistas debatem candidatura a governador pelo PMDB, mas o palanque está armado

Iris Opção

Iris Rezende sempre teve a força majoritária no partido, que hoje tem preferência por Júnior Friboi

 

Mauro Borges foi atropelado pelo irismo no passado Irapuan Costa Junior foi combatido pelos santillistas

Mauro Borges foi atropelado pelo irismo no passado
Irapuan Costa Junior foi combatido pelos santillistas

Nem Júnior Friboi nem Iris Rezende. A primeira atração do PMDB para as eleições deste ano em Goiás é a divisão interna sem precedentes. Ja­mais o partido, eternamente em guerra interna, se deparou com crise tão grande. Antes, o processo era solucionado pelo enorme disparidade que havia entre o poder dos grupos principais, com fortíssima predominância irista. Hoje, o minoritário grupamento liderado pelo prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, rivaliza com Iris graças à presença de Friboi. Mesmo os mais extremados peemedebistas de um e do outro lado admitem que a união interna está definitivamente comprometida, independentemente de quem quer que seja o candidato ao governo.

O PMDB jamais foi exatamente o que se pode chamar de partido unido. Sempre esteve, por esse prisma, a dezenas de bilhões de anos-luz de partidos como o PT e o DEM, para ficar em dois exemplos de partidos ideologicamente distantes. Os petistas, que se abrigam sobre o enorme guarda-chuvas partidário, travam brigas internas constantes desde o seu início. Na prática, é como se dezenas de partidos convivessem na mesma área partidária. A diferença é que a porção majoritária e vencedora acolhe os grupos derrotados e ambos caminhos unidos depois. No DEM, nem isso existe. O partido parece ser sempre um só.

O PMDB sempre teve grupamentos internos bastante definidos. No auge do poder peemedebista em Goiás, logo após a redemocratização do país, na década de 1980, conviviam pelo menos quatro grandes grupos no partido. Os dois maiores eram liderados por Iris Rezende e por Henrique Santillo. Em seguida, orbitando às vezes num desses dois polos às vezes no outro, se situavam os grupamentos liderados por Mauro Borges e Irapuan Costa Júnior.

O primeiro grande enfrentamento interno somou os interesses dos grupos de Iris e Santillo, que se uniram para combater qualquer avanço do grupo de Mauro Borges nas eleições de 1986. Logo depois, os dois grupos vencedores também entraram em choque, definido inicialmente a favor de Santillo, que contou com o apoio do grupo de Irapuan, que havia embarcado na nau peemedebista pelas mãos de Iris Rezende, e que foi alvo de ataque do grupo santillista no primeiro momento.

Aos poucos, Iris se reforçou com parte do grupo de Irapuan, que foi incorporada, e já em 1990 conseguiu definitivamente derrotar santillistas e o que havia restado do grupo irapuanista. Livre e sem ter que negociar posições internamente, os iristas trataram de impedir que Nion Albernaz e seu pequeno grupamento – irista, diga-se – pudesse crescer a partir da candidatura dele ao governo do Estado em 1994, ao mesmo tempo em que também desestimularam o surgimento de uma segunda célula semi-independente, liderada pelo então deputado federal Naphtali Alves. Para isso, os iristas apostaram na candidatura do então vice-governador de Iris, Maguito Vilela.

O que ninguém entre os iristas imaginava é que Maguito se tornaria rapidamente um dos governadores mais populares da história de Goiás, superando inclusive o próprio Iris Rezende em seus dois mandatos. Assim, em 1998, a candidatura de Maguito à reeleição era absolutamente natural e considerada imbatível mesmo por opositores. Os iristas travaram então aquela que seria a última batalha interna antes do conflito atual, e Maguito se viu bloqueado na tentativa de se reeleger e foi despachar no Senado da República do alto de uma montanha de votos.

Todos esses fatos e embates históricos na vida orgânica do PMDB de Goiás jamais foram fator de sucesso ou fracasso nas urnas. Até 1998, os peemedebistas ganharam praticamente tudo o que disputaram. Hoje, e pela primeira vez, a situação é diferente. Iris Rezende não possui mais o mesmo poder interno que possuía antes. Nem seu grupo é tão grande e numeroso que possa dispensar os grupamentos menores derrotados como ocorreu ao longo de todo o processo.

Por outro lado, Iris enfrenta um oponente endinheirado e determinado que não se preocupa com o preço político que terá que pagar por sua ousadia, até por falta de perspectivas políticas futura. Friboi não é político, e se perder a disputa e o rumo, vai sair desse mundo tão rapidamente quanto entrou, sem qualquer tipo de drama pessoal além de feridas de cicatrização rápida. Os antigos adversários eram diferentes de Friboi exatamente nesse aspecto: todos eles tinham alguma forma de responsabilidade política com o futuro. Friboi, não.

O grande drama do PMDB e seus dois rivais internos é que nenhum deles conseguirá unir o partido na campanha. De quebra, isso poderá provocar um dano colateral que ainda não é possível mensurar com certa exatidão, que é o trabalho de costura de ampliação das alianças. Hoje, um dos pontos fundamentais de qualquer candidatura realmente competitiva é sua capacidade de agregar aliados externos. Iris perdeu essa condição política e Friboi ainda não deu mostras de que tem qualquer tipo de atração além do aspecto financeiro. Em ambas as situações, são fatores que complicam, e somente uma fortíssima e real perspectiva de poder imediato conseguiria efeito amenizador. Mas como chegar a esse patamar de perspectiva com um partido que até agora só conseguiu definir a divisão interna no palanque eleitoral? Não vai ser fácil.

Paulo-Garcia-Expressão

Crise na prefeitura de Goiânia pode desencadear impeachment ou intervenção?

A prefeitura de Goiânia se tornou uma central de má notícias. Semana sim e semana não também, alguma coisa para de funcionar ou perde completamente o ritmo. Obras se arrastam ou praticamente não saem do papel, lixo se acumula nas portas das casas durante dia e dias, funcionários públicos perdem parte dos salários, buracos picotam o asfalto em milhares de ruas com buracos cada vez maiores mesmo num período sem chuvas. Enfim, as funções primárias de qualquer administração municipal estão sendo sistematicamente afetadas. E não existe nenhum indicativo de que o sufoco é temporário e será rapidamente superado.

Foto de arquivo. Voltará a ser atual?

Foto de arquivo. Voltará a ser atual?

Nas redes sociais, e entre funcionários públicos, surge aqui e ali quem defenda o impeachment do prefeito Paulo Garcia ou, no mínimo, que o Estado decrete intervenção e assuma o comando administrativo da capital. Os defensores da solução dramática traçam paralelos com o período de 1986/1988, do prefeito Daniel Antônio, do PMDB, quando houve intervenção decretada pelo então governador Henrique Santillo (já falecido), também do PMDB. Há semelhanças entre as duas situações? Algumas, mas não todas.

Crise na Administração Daniel Antônio levou à intervenção

Crise na Administração Daniel Antônio levou à intervenção

Crise política e administrativa

O colapso parcial da administração de Paulo Garcia está intimamente ligado à falta de dinheiro. Politicamente, a crise existe, mas não se expandiu para o campo administrativo. Em meados da década de 1980, exatamente na primeira administração eleita diretamente pela população no retorno das eleições diretas nas prefeituras de capitais e cidades consideradas de interesse da segurança nacional (em Goiás, a única cidade nessa condição era Anápolis, em função da localização da base aérea), Daniel Antônio havia perdido completamente as condições políticas, numa crise que não foi detonada pelas condições financeiras.

Essa desestruturação política desencadeou uma crise administrativa que provocou uma onda de choque paralisante e crescente nos serviços essenciais. Daí para o aspecto moral foi um passo curtíssimo.  Denúncias de corrupção se tornaram arroz de festa. Até que uma bomba arrasadora explodiu na Câmara Municipal, atingindo diretamente quase todos os vereadores. Apenas 3 deles se livraram, e foram eles exatamente os autores da denúncia: o prefeito teria sido chantageado pela Câmara.

A sede da câmara Municipal era no 9º andar do edifício Parthenon Center

A sede da câmara Municipal era no 9º andar do edifício Parthenon Center

A mistura se tornou nitroglicerina pura. A administração, que já encontrava em crise profunda e grave, atolou de vez. A única solução, que seria a Câmara Municipal, havia afundado junto. Aí, não restou alternativa: atendendo pedido aprovado pelos vereadores acuados, o governador Henrique Santillo sacou a caneta e decretou a intervenção na prefeitura, afastando o prefeito Daniel Antônio e nomeando o então vice-governador, Joaquim Roriz, interventor.

Cenário é idêntico?

De certa forma, há muitas semelhanças entre a crise da década de 1980 que resultou em intervenção – e que evitou um processo de impeachment – e a atual: paralisação parcial ou total de setores inteiros da prefeitura, crise permanente e moral na Câmara Municipal. As semelhanças param aí. Daniel Antônio enfrentou denúncias diretas de corrupção, ao contrário de Paulo Garcia, jamais acusado de qualquer falcatrua. A crise  com Daniel teve origem política que arrasou a governabilidade, o que também não é o caso atual, de crise originada em provável desequilíbrio financeiro.

Medida de força está completamente descartada?

A pergunta que paira sobre os destinos de Goiânia, porém, faz sentido: se a crise financeira é grave e até agora não se apontou claramente para uma solução estrutural, pode-se ao menos imaginar que inexoravelmente a superação dos problemas vai passar por medida de força extrema e externa? A resposta, neste momento, é não. É claro que o agravamento da crise financeira poderá desencadear também um processo que deteriore a governabilidade político-administrativa, mas não é este o caso. Repita-se: por enquanto.

Paulo-Garcia-Expressão

A administração Paulo Garcia precisa urgentemente equacionar o problema financeiro sob pena de ver o buraco à sua frente crescer como voçoroca descontrolada que engole tudo ao seu redor. Não há muito mais tempo. Crises financeiras tendem a se agravar quando não estancadas na origem ou logo nos primeiros sintomas. Descobre-se agora, por exemplo, que não apenas as obras estão paralisadas, mas que alguns fornecedores importantes, como a Ita Transportes, estão há meses sem receber pelo serviço prestado ou pelos produtos vendidos. Ou seja, tem se reservado o dinheiro curto para se atender o pagamento dos salários dos servidores, e quase mais nada além disso.

Cairo: salários podem atrasar

Cairo: salários podem atrasar

A perspectiva sobre o futuro, porém, inclusive nesse aspecto, é sombria. O ex-secretário de finanças, Cairo Peixoto, um craque da área, em sua passagem relâmpago pela secretaria, abriu parte da caixa preta e avisou que a folha de pagamento está se tornando tão problemática que existe a real possibilidade de se atrasar os salários. Isso poderia se tornar, se realmente acontecer, no pavio curto da explosão de uma crise também política, o que espremerá a Câmara Municipal, fatalmente, num dramático impasse. Nesse caso, e apenas aí, a resposta para a pergunta sobre impeachment ou intervenção seria sim.

Editorial, o site que vai além do blog

Quando eu resolvi lançar este site, há 1 ou 2 anos, me esforcei para ficar focar em 2 pontos: primeiro, que ele refletisse o que eu sempre fui profissionalmente. Dai nasceu a certeza de que, ao contrário dos pioneiros, não poderia ser apenas um blog. E também não poderia ser um portal de notícias. Então, os formatos foram pulando uns sobre os outros até que resultou neste que aí está.

O esforço de foco a que me refiro é principalmente não permitir a contaminação por influência das demais iniciativas que estão na internet, e que são ótimas, na elaboração deste site. Parece uma coisa simples, fácil. Não é. A internet é ainda um universo de informação e interação que se encontra em fase primitiva, muito longe de sua formatação ideal e mais longe ainda de seu modelo de abrangência. Por essa razão, não é fácil escapar dos modelos existentes.

Mas por que a internet e não um impresso? Porque não vejo os jornais como o futuro. A internet, sim, nos representa em relação ao que está vindo. Os jornais vão desaparecer? Creio que sim. Aliás, tenho absoluta convicção de que sim. E as TVs e rádios? Também. Dentro de mais uns poucos anos, TVs, rádios, jornais e revistas vão ser vistos e ouvidos através de telas projetadas nas paredes das casas, nas mesas, nos carros, nos bares, onde quer que a vida esteja. Os aparelhos de TV e rádio, assim como as impressoras de jornais e revistas, caminham inexoravelmente rumo à extinção.

Portanto, modular um site que ofereça alguma proposta que não se enquadre inteiramente nos padrões já existentes e consagrados é complicado. Hoje, acho que consegui, oferecendo para o leitor um site que vai além do blog, slogan que será adotado já agora em junho.

É como eu vejo e sinto este site: é um blog profissional, sem nenhuma dúvida, mas com alguma coisa além de tudo o que vi até agora na internet. A começar pela formatação de conteúdo, distribuído em 5 páginas interligadas e diferentes editorialmente. Conexões se caracteriza pela análise política; Eleições, por informações diretamente relacionadas com o tema; Blog do Afonso é o formato mais tradicional, com notas mais curtas e sem limite de abrangência; Diário Íntimo de Um Velho Repórter é intimista; Vida Boa: Comer&Beber se propõe a dividir com os leitores experiências e sensações vividas nas taças de vinho, a mais extraordinária bebida criada pelo ser humano.

Por último, adotei como padrão de comportamento profissional deste site, além do conteúdo, a premiação dos leitores. Por que? Retorne ao início deste Editorial na parte que diz que o site deveria refletir exatamente o que sempre fui profissionalmente. É aí que se encontra a explicação. Venho do jornal, da TV e do rádio. E o rádio sempre premiou seus ouvintes. E por que registrar em vídeo os sorteios? Porque nada carrega um tom mais televisivo do que um flagrante na tela. Essa é a cara da TV atualmente.

Enfim, esta é a proposta: oferecer a você o site que vai além do blog. Não sei se este é o futuro dos blogs na internet, mas tenho certeza que é o meu presente, e você é o convidado permanente para fazer parte dele sempre que tiver um tempinho.

Afonso Lopes

Canal de vídeos afonsolopes.com – Youtube

 

https://www.youtube.com/channel/UCnmP3CBxuBlHwwPYXkGBqNw/feed?view_as=public

Friboi: a hora da vingança, o jogo ainda não acabou

Este processo de afunilamento interno do PMDB tem sido o mais eletrizante de toda a história do partido em Goiás. Jamais, em nenhuma eleição, se viu tanto jogo de cena, tantas manobras políticas. Ou seja, tudo o que compõe um autêntico jogo político. Jogo de alto nível? Nem sempre. Está mais um jogo de decisão, e aí tem golaços, bico pro mato e caneladas. O líder histórico Iris Rezende nunca enfrentou alguém como Jr Friboi, e ainda não está claro se ele vai vencer mais uma ou se sofrerá sua mais estonteante derrota interna.

Friboi foi o único pretendente real durante vários meses. Iris Rezende pairou como sombra o tempo todo, mas sem admitir que também estava na parada. Às vésperas das últimas horas do prazo final de desincompatibilização, os iristas tentaram jogada de mestre pra definir a partida com gol de placa, mas o PT manteve a decisão de lançar o nome de Antônio Gomide, então prefeito de Anápolis, e Iris se viu sozinho no meio do gramado peemedebista.

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O lançamento da candidatura de Iris internamente repercutiu muito menos do que no público externo. Friboi se manteve no ritmo, mas passou a ter que conviver não mais com a ameaça de uma sombra, mas com uma perigosa marcação homem a homem. E não é que ele tirou de letra mais essa jogada irista? Em 20 dias, Iris Rezende voltou a jogar a toalha, e voltou a jogar na retranca.

Volta, Iris X Fica, Friboi

Iris-e-FriboiNovamente na sombra de Friboi, os iristas ensaiaram inúmeras manifestações para reforçar a abalada posição interna de Iris. Aparentemente, funcionou. Cansado ou não, no final da semana passada foi a vez de Friboi jogar a toalha e anunciar sua despedida. Exatamente como havia feito antes Iris Rezende, Jr saiu anunciando que era decisão bem pensada e não rompante de momento, e aproveitou a ocasião para metralhar com vontade o adversário interno.

Mas a saída de Friboi antes mesmo de indicar game over no PMDB, ficou com cara e jeito de mais um round. Na sexta-feira, 23, um dia depois da quinta-feira negra para os friboisistas, na página Eleições e sob o título ¨Friboi: retirada estratégica ou definitiva. As razões da renúncia¨, adiantou-se que o neo-peemedebista falava em sua carta-renúncia sobre ¨saída momentânea¨, e não definitiva. Indo além, os leitores do site perceberam que o sinal evidente e definitivo sobre o verdadeiro destino de Friboi na disputa ainda não havia sido emitido apesar da tal carta de retirada. Releia um dos parágrafos da matéria publicada um dia após a renúncia: ¨Essa resposta tem uma singela e definitiva resposta, que Friboi dará ou não nos próximos dias: se ele retornar ao Estados Unidos, onde mantém uma bela casa no estado do Colorado, de onde saiu para se aventurar pela selva política goiana, ficará bastante evidente sua retirada definitiva do processo. Se ele ficar por aqui, se mantiver seu bunker político aberto e com funcionários, certamente a escapada do marruá não terá qualquer significação no aspecto ostracismo. Sua sombra vai se projetar permanentemente sobre Iris, e sobre o cenário geral como um todo¨.

A imponente sede da JBS no estado do Colorado, EUA

A imponente sede da JBS no estado do Colorado, EUA

Além de não ter se mandado para o Colorado, EUA, Friboi anunciou ontem que seu bunker permanecerá de portas abertas e sua equipe de apoio será mantida. Era, sem dúvida, tudo o que Iris não gostaria de ouvir a respeito do futuro imediato do adversário.

Fôlego

Incomparavelmente, Friboi tem se revelado o pior e mais duro osso a ser roído pela máquina interna irista. Ao longo das últimas 3 décadas, ninguém conseguiu resistir tanto tempo. Na década de 1980, Iris venceu nada menos que 2 gigantes da política estadual: Mauro Borges e Henrique Santillo (ambos, já falecidos). Ainda nessa década, surpreendeu o ainda poderoso grupo liderado pelo ex-governador e então senador Irapuan Costa Júnior. Em meados da década seguinte, triturou o colega Nion Albernaz, que trabalhava para ser candidato ao governo do Estado em 1994. Em 98, barrou a reeleição natural de Maguito Vilela.

Nenhum dos adversários derrotados por Iris era neófito na política como é Jr Friboi, mas também nenhum deles conseguiu ir tão longe. Friboi tem se revelado um sujeito determinado, com muito fôlego e com a rebeldia de um jovem marruá (nome que se dá a bois criados no pasto e que se perdem nas matas, readquirindo características selvagens). É claro que deve-se levar em conta que o Iris de agora não é o mesmo conquistador de multidões de 30 ou 20 anos atrás, mas ainda assim trata-se de Iris Rezende, um mito político da história de Goiás que se mantém em cartaz há 50 anos.

Ao fim, o que se tem é um cenário completamente indefinido. Pela primeira vez, a decisão do PMDB vai para a prorrogação. Iris precisa se manter acima da linha d´água, para Friboi, chegou a hora da vingança. Quem vai levar essa?

Gustavo Silva recebeu telefonema momentos após o sorteio

Ganhador da TV Samsung 51¨ é de Goiânia

Gustavo Silva recebeu telefonema momentos após o sorteio

 

 

Gustavo Silva recebeu telefonema momentos após o sorteio

Gustavo Silva recebeu telefonema momentos após o sorteio

Saiu para um goianiense a TV Samsung 51¨ sorteada na campanha de maio do site afonsolopes.com. O sorteio eletrônico, realizado por software e sem intervenção física, foi acionado pelo gerente de mídia da A2A Notícias, Ivan Campos. O ganhador é Gustavo Silva.

Ivan Campos disse que o número de internautas participantes ficou dentro da meta prevista. ¨Ficamos satisfeitos com a resposta de nossos leitores¨, explicou. Ivan acrescentou que a política de premiação do site vai continuar. ¨O rádio sempre fez isso, e nós também queremos fazer¨, disse. Ele não revelou a premiação do mês de junho, mas admitiu que terá ligação com a temática Copa do Mundo.

Sintego: acabou. Nem o tapetão gera respeitabilidade

Não sou professor. Nem poderia ser. Não tenho titularidade para isso e nem a menor vocação. Sou jornalista. Sempre fui. Mas como escrevo no meu Blog, posso dar pitacos. Me acho no direito. Se estiver usurpando, relevem. Jornalistas sempre se acham o ó do borogodó.

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Li tudo o que apareceu nos jornais e nas redes sociais sobre a eleição no Sintego. Entendo, por todas as informações que li, que a maioria dos sindicalizados escolheu a chapa 2, de oposição. Decisão apertadíssima. Pouco mais de 50 votos. Mas a quantidade de votos torna-se irrelevante diante do fato inusitado. A situação perdeu. Ponto final.

Ponto final? Não. A atual diretoria do Sintego, derrotada nas urnas, ensaia um golpe contra a vontade da maioria. Sim, um golpe. Talvez eu pudesse usar outra palavra, como manobra. Mas vejo como golpe, e como golpe descrevo o que li.

Os votos da regional de Rio Verde, que deram pouco mais de 80 votos de vantagem para a oposição, foram impugnados a pedido da atual diretoria. Suspeita de fraude, avalizada de imediato por uma Comissão Eleitoral interna. Não há o que questionar quanto ao fato inédito: situações é que são flagradas fraudando urnas, e não as oposições. Nunca tinha ouvido nada igual a isso.

Virou nó jurídico, e como existe a tal Comissão Eleitoral, sabe-se lá o que vai acontecer. Seja lá o que for, a verdade é que o atual comando do Sintego não tem mais qualquer legitimidade. Legalidade talvez consiga, mas a respeitabilidade acabou.

Excelentíssimo Senhor Senador Fernando Collor, basta explicar, uai

Não estamos em Roma. Mas o princípio da velha Roma ainda se aplica: para um homem público, não é suficiente ser honesto, tem que parecer honesto.

Fernando Collor

O senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello precisa levar essa máxima romana em conta. Não adianta nada ele ficar bradando com tom enfurecido de MMA/UFC que é honesto. Ele tem que parecer honesto.

Cito 2 episódios. O 1º, é o julgamento final do Supremo sobre as acusações quando ainda era presidente do Brasil. Ele diz que foi inocentado. De algumas acusações, sim. De todas, não. Algumas não foram julgadas graças a dezenas e centenas de manobras jurídicas, e as possíveis penas cabíveis prescreveram. Ou seja, deixaram de existir não porque foram consideradas inconsistentes e injustas, mas apenas porque nem sequer foram julgadas.

Agora vem essa informação de que o doleiro-mor da operação lava-jato, da Polícia Federal, depositou parcelada e discretamente 50 mil reais na conta bancária do senador Collor. E esses depósitos, salvo melhor esclarecimento, foram feitos no auge do mufum.

Collor tentou atacar para se defender. Disse que não tem qualquer tipo de relação com o tal doleiro, nem política e nem pessoalmente, e acusou a imprensa – ou parte dela, né? – de precipitar condenações. Sobre os tais depósitos que somaram 50 mil reais e foram caindo discretamente em sua conta bancária, ele não disse absolutamente nada. Silêncio absoluto.

Não duvido que esse dinheiro seja somente alguma operação de câmbio. Dessas tantas que qualquer pessoa faz antes de embarcar para o estrangeiro, trocando reais por dólares. No caso dele, foi o inverso, dólar por reais. Sobra de alguma viagem, talvez? Pode ser, por que não?

E pode ser também que ele tenha comprado um punhado de dólares e tenha resolvido voltar para os reais, que tem se valorizado. Nada disso seria estranho, embora não eu tenha a certeza se é legal. Mas, sei lá, esse não é o meu mundo, embora saiba que isso é corriqueiro na turma da cobertura.

O problema é que o senador Fernando Collor, o ex-presidente, não explicou nada. É como se as tais 50 mil pratas, que é grana pra caramba, pelo menos para os habitantes da planície, jamais pingaram em sua conta bancária.

No final, fica a conclusão: o senador Fernando Collor diz que não tem qualquer relação nem pessoal e nem política com o doleiro da operação lava jato. Não existe qualquer evidência de que ele não está falando a verdade. Mas tenho a certeza que a recíproca do doleiro não seria completamente verdadeira. Ele pode até não conhecer Collor pessoalmente e nem politicamente, mas conhece o número da conta bancária dele, e entendeu, por algum motivo, que deveria depositar 50 mil reais a conta gotas – pra se livrar do olho eletrônico do Banco Central?. E Collor não disse se estranhou ou não que um completo  desconhecido lhe favoreceu com 50 mil reais sem qualquer motivo prático e conhecido. Ao se defender agora, foi a primeira vez que ele tocou nesse assunto.

Volta ao mundo pelos sabores dos vinhos

As uvas mais cultivadas no planeta são de origem francesa: Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Merlot, Carmenére, Syrah, Malbec, Tannat… Todas francesas, e se espalharam pelo mundo. Cada uma gera um determinado vinho, com características únicas, dependendo de onde é plantada. A uva, mais do que qualquer outra fruta, incorpora o ambiente em seu DNA. Impressionante.

Um vinho cabernet francês jamais será exatamente igual a um vinho cabernet australiano, sul-africano ou chileno. Jamais. Os bebedores fora-de-série, com memória gustativa privilegiada, como os grandes julgadores de vinho, conseguem perceber a origem pelo cheiro. Na boca, então, não erram nunca.

Mas fora da França também existem uvas famosas e características. Em Portugal, a Touriga Nacional é a campeoníssima. Produz vinhos espetaculares. Na Itália, a mais conhecida, e quase sinônimo de vinhos esplendorosos, é a Sangiovese. Na Espanha, a Tempranillo, que em Portugal também é cultivada como espécie nativa – na divisa entre os dois países peninsulares –,  e ganhou o nome de Aragonez. É a Tempranillo, por exemplo, que apresenta o melhor, mais caro e famoso vinho espanhol do mundo: o Vega Sicília Único. Na Grécia, há variedade aos montes, mas uma especial é a Furmint, que resulta em vinhos doces fora do comum.

Bem, mas e daí isso tudo? O que interessa mesmo são os vinhos e não as uvas. Ok, ok, nesse ponto estamos plenamente de acordo. Então, que tal dar a volta do mundo viajando pelos sabores dos vinhos? Você é o convidado. Vamos lá?

Vinho chinêsChina – Surpreso? Eu também, mas os chineses começaram a dar uma incrementada. Eles sempre fizeram vinhos, mas eram uns troços espumosos, estranhíssimos. Nunca tive o prazer de colocar nenhum exemplar chinês na taça, mas uma garrafa desse vinho aí, o Dry Red, da Jia Bei Lan, blend Carnert Sauvignon, Merlot e uma tal de Cabernet Gernicht, foi servido numa desgutação na Inglaterra e surpreendeu. Na China, onde é vendido, custa o equivalente a 35 reais. Em tempo: vá se acostumando com a ideia. Há quem aposte que também no mercado de vinhos haverá invasão amarela. Ops, vermelha.

Vinho LíbanoLíbano – Arrá, se ficou supreso com a China, não é improvável que você tenha se perguntado: ¨Líbano?¨. Pois é, são vinhos diferentes e, alguns, muito saborosos. Vale a pena conhece-los. As uvas são as francesas. Do Vale de Bekaa surge o Chateau Ksara. É um ótimo e diferente Cabernet Sauvignon. Surpreende. Algumas safras extraordinárias custam em torno de 200 reais, mas os mais novos não passam de 70. O basicão, que é quase a mesma coisa dependendo da safra, é o Ksara Resérv du Convent. Também bacana, que vale pelo inusitado da região.

Vinho GréciaGrécia – Alguns dizem que os gregos são os fundadores da democracia e dos vinhos. Mas quem é que está preocupado com os séculos? Poderia citar inúmeras uvas gregas, mas fico com a Fuminji, que apresenta um dos vinhos adocicados mais extraordinários do planeta, o Tokaji, denominação da região onde é produzido. Esses vinhos são classificados por Puttonyos, quanto mais Puttonyos, mais caros e melhores. Já coloquei na boca um desses, com medianos 5 Puttonyos. Inesquecível. São vendidos em garrafas de meio litro.

Cesari Amarone   215,Itália – Ao lado, ou um pouco atrás, diriam alguns críticos, da França, a Itália é um dos melhores países do mundo dos vinhos. Há várias uvas emblemáticas na terra da bota, e a Sangiovese é a campeã. Mas que tal um Amarone dela Valpolicella, feito a partir da uva base Corvina? São garrafas pra lá de 100 reais, chegando a 2 mil. Os mais famosos e conceituados italianos são os Brunello de Montalcino – Sangiovese. Também variam bastante de preço, mas nunca vi um Brunello ¨barato¨ realmente bacana.

vega-sicilia-unico-gran-reserva-ribera-del-duero-spain-10153064Espanha – Terra da lenda Vega Sicílio Único. Os especialistas se desdobram em elogios incontidos. Vem da região de Ribera del Duero, e leva maioria de Tempranillo. Jamais tive contato imediato de 3º grau com um Vega Único. Aliás, essas garrafas não são abertas a qualquer hora. Custam mais de 5 mil reais no Brasil. E lá fora não saem por muito menos que a metade disso. Mas há outros vinhos da Vega Sicília extraordinários, como o Alión. Já entornei esse vinho na taça. É 100% Tempranillo e 200% fora do comum. Mais de 400 pilas a garrafa. Outra região extraordinária da Espanha é o Priorato, terra do famoso Clos Morgador, blend baseado na Garnacha. Em torno de quinhentão também.

Barca Velha 1995Portugal – Chegamos à terrinha. O que falta em tamanho, sobra em quantidade, variedade e qualidade nos vinhos de Portugal. Tem muita porcaria engarrafada, como em qualquer lugar, mas há preciosidades maravilhosas. A maior lenda é o Barca Velha, que só é lançado no mercado em anos de safras especialíssimas. Vem da região do Douro, que rivaliza com o Alentejo, e leva mostos de Touriga Nacional – claro, não poderia faltar –, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Cão. Eu e um grupo de amigos bebedores chegamos a comprar uma garrafa Magnum safra 1999. Na esperada noite da festança, os deuses protegeram meus amigos e me aprontaram uma boa, com baita indisposição. Não gosto nem de me lembrar disso, mas uns 2 ou 3 anos depois, numa outra roda, beberiquei uns 3 goles. Não me esqueci jamais das sensações. O custo é proibitivo, quase 2 mil pratas, então, por menos da metade, há o representante alentejano, o Pera Manca, também divinamente saboroso – 70% Aragones, 30% trincadeira.

Robert Mondavi, Pinot Noir 2010Estados Unidos – Pinot Noir, Cabernet Sauvignon e Zinfandel, que na Itália ganha o nome de Primitivo, são as grandes uvas cultivadas especialmente na Califórnia. Há muito bons vinhos made in USA, mas os americanos, especialmente Robert Mondavi, maior fabricante de lá, são acusados pelos franceses de cocacolarizar o mundo dos vinhos. Ou seja, igualar tudo como se fosse a mesma coisa. Exagero dos franceses, claro. Vendidos em dólar, chegam custando caro no Brasil pela qualidade que apresentam, mas tem coisas baratas que compensam e bombas desprezíveis que não valem 1 cent furado. Gosto, particularmente, dos cabernezão californianos, mas os Pinot também são interessantes. Tem que pesquisar muito. O Mondavi apresenta linhas acessíveis e aceitáveis.

PrelúdioUruguai – Demorei um tempão pra chegar aos Tannat. Estive sempre com a velha imagem de vinhos pesadamente tânicos. Que nada. Hoje, as vinícolas uruguaias apresentam vinhos Tannat absolutamente domesticados e sensacionais. Gosto bastante. Os preços de lá são mais ou menos os mesmos encontrados aqui – ao contrário dos chilenos e argentinos, verdadeiras pechinchas na origem. Existem uruguaios fantásticos e também basicões. É claro que a qualidade não está nos básicos. Aí, como sempre, reina a quantidade e baixo preço. A melhor sugestão que já bebi é o Prelúdio, da Família Deicas, na região de Juanicó. Custa em torno de 150 reais, 200 reais. É blend baseado na Tannat. Esplendoroso. Há uma garrafa superior ao Prelúdio, o Massimo, mas nunca encarei esse danado, bem mais caro. O maior fabricante de vinhos populares de lá é Don Pascual. Basicão.

estiba reservada04-okArgentina – Os hermanos são excelentes fabricantes de vinhos. O melhor sujeito de lá é o mestre Catena Zapata. Seus vinhos são bastante conhecidos por aqui. Vão do básico, rótulo Álamos, a jóias como Nicolás Catena, Estiba e Malbec Argentino. Mas existem inúmeros outros fabricantes extraordinários, mas os Catenas são os mais conhecidos – além do velho Catena, seus filhos também entendem do riscado. Deve-se ter cuidado ao garimpar vinhos argentinos. Mesmo fabricantes famosos engarrafam algumas coisas estranhíssimas. Nem tudo é perfeito.

Chile e França – Peralá. Esses dois países merecem uma nova postagem. Os chilenos são considerados os melhores vinhos bordaleses do mundo, ao lado dos próprios franceses de Bordeaux. Tá, a França leva vantagem com a Borgonha, sem rivais no mundo dos Pinot Noir. Ainda assim, rode o mundo com vinhos desses

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O afago aos bandidos cheios de direitos

 Sabe duma coisa? Tenho saudades, sim, dos tempos idos. Era muito mais seguro. O Brasil nunca foi um mar de tranquilidade, paz e amor, mas havia menos possibilidade de se topar com um bandido a cada esquina como é hoje.assalto_autodromo

Tá feia a coisa. Você desce do carro e sabe que poderá ser assaltado pelo motoqueiro que apontou na rua. Ou pelos rapazes que vem andando em sua direção batendo papo. Ou pelo casalzinho de mãos dadas. Por qualquer um. assalto-flagrante-550x308O crime em sua embalagem crua, cruel, de armas na mão. 24 horas por dia, 7 dias por semana, o ano todo, sem feriados, dias santificados, sábados ou domingos. É o período integral do império da violência sem limites.

Tava aqui pensando: quando isso começou? Não sei dizer. Talvez porque não exista uma data específica. Foi uma escalada. Pouco a pouco no início, muito a muito agora.

Existem mil teorias a esse respeito. Um dos argumentos que mais recebe apoio é sobre a péssima educação pública. Faz sentido, sem dúvida. Mas não consigo compreender bem essa coisa… O que falta agora sobrava antes?

aula escola anos 70

Não creio. Aliás, não mesmo. Lá atrás, há 30, 35 anos, não havia vagas para todo mundo. Hoje, tem. A única reclamação que eu escuto é que algumas vagas ficam distantes de onde o estudante mora, mas elas existem, sim. Então, nesse ponto, melhorou muito.

Então, se pelo menos existem vagas nas escolas que não existiam antigamente, por que o Brasil se transformou num dos lugares mais insanos do planeta no que se refere à segurança de cada um de nós?

Ahh, e existem mais vagas nas faculdades, nos cursos técnicos… Não, não, não. Essa conta aí não bate. Não no meu entendimento.

A outra tese que tenta explicar a atual situação é a desigualdade social. Então, tá: quer dizer que antigamente a gente era uma sociedade mais justa e igualitária? Regredimos???

O que, afinal, nos remeteu aos poucos para esta situação de morte eminente a cada momento, em cada rua, em casa saída nas ruas ou mesmo em nossas casas?

Tento recorrer mais uma vez a alguma coisa que tinha ou que não tinha antes e que tem agora. Talvez consiga ao menos vasculhar alguma pista que possa, mesmo que vagamente, apontar para o início da guerra diária que estamos vivendo, e perdendo…

Guerra cruel. Algumas pessoas começam a devolver a violência na mesma dose. Absolutamente insano, sem nenhuma dúvida. Me lembro bem do primeiro caso dessa onda recentíssima de reação das pessoas.assaltante com trava no poste

Foi contra um menor de idade, no Rio de Janeiro, flagrado furtando pessoas. Juntou uma turma, deram catiripapos no rapaz, e o prenderam com uma traquitana antifurto de bicicleta. Ganhou manchetona nos jornais, destaques nas TVs e rádios, temas de debates intermináveis sobre a barbárie.

Uma jornalista, a Rachel Sheherazade, fez um comentário dizendo que ¨compreendia¨ a reação das pessoas. E chamou o rapaz de ¨bandidinho¨.

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Vixe Maria! Foram quilos de papel jornal, horas de rádio e TV debatendo o comentário da jornalista. Virou febre, inclusive ideológica. Teve até uma deputada federal que denunciou a jornalista na Justiça.

Será que não houve uma inversão absurdamente grotesca de valores? Eu acho que sim, e sem nenhuma dúvida. A deputada condenou quem estava trabalhando, e nem reclamou de quem estava roubando. Uai???

Será que não foi isso que mudou do velho passado menos inseguro para os tempos atuais de absoluta certeza de segurança zero, a inversão de valores? Sim, pode ser por aí.

Antigamente, ladrões eram presos, ficavam presos e eram desprezados pelas pessoas. Hoje, quando presos, e sempre são presos, ficam quase nada na cadeia, voltam para cometer os mesmos crimes novamente, e são debatidos como se fossem as vítimas. Tô véio demais pra me acostumar com esses novos tempos.

cadeia

Sinceramente? Eu prefiro a moda antiga: bandido é bandido. É bandido por opção, e não por falta dela. Não estamos no Brasil que retira a maior legião de cidadãos da miséria e da pobreza? Não somos o Brasil do pleno emprego? Uai, e por que tem cada vez mais bandidos, e eles são cada vez mais violentos, cada vez mais cruéis, assassinos?

Quando estão barbarizando nas ruas, bandidos são bandidos. Quando são presos, e quase sempre eles são presos, repita-se, começa a mudar a coisa. De bandido o sujeito passa a reeducando. De um sujeito que mutila, mata sem nenhuma forma de remorso, que estraçalha dezenas e dezenas de vidas em nossas ruas, ele se transforma em vítima. De uma hora para outra. Basta ser preso. É como se houvesse um choque de amnésia: tudo o que o sujeito fez, todo o sofrimento que ele causou, de repente passa a ser consequência, e não a causa da sua prisão.

É por isso que a deputada condenou a trabalhadora e não o marginal… É por isso que muitos chegaram a defender que a trabalhadora fosse impedida de trabalhar. Deve ser por isso, mas posso estar enganado, claro. Talvez eu mesmo tenha que se reeducado para estes novos tempos. Mas não tenho certeza se daria muito certo comigo. Acho que o melhor no meu caso seria a doutrinação. Isso. Teria que ser doutrinado nesses novos tempos.

(blog santigermanchamavioleta)

(blog santigermanchamavioleta)

Quer saber? Sou um caso perdido. Reeducação não funcionaria comigo, e doutrinação também não. Acho que nestes tempos novos, eu mereço ser condenado. Quanto aos bandidos que afligem a mim e a todos nós, são dignos e humanos. Eles merecem direitos.

Ame-o ou deixe-o… De novo???

Ame-o ou deixe-o, a modinha que veio da ditadura

Ronaldo Fenômeno era xodó da patota. Era. Não é mais. É que antes ele defendia a realização da Copa do Mundo no Brasil. Agora, diante do descalabro das preparações, em que nada vai ficar pronto a tempo embora tenha custado bilhões e bilhões de reais, ele passou a ser alvo da patota irada por ter afirmado que o Brasil vai passar carão na Copa.

Adesivo de carro anos 70

Adesivo de carro anos 70

É o ame-o ou deixe-o, herança da ditadura militar e que é modinha renascida: se é a favor da Copa e dos desmandos, é o amor. Se não…

 

Brasil da Copa: 12 novos estádios, 12 mil leitos fechados

 

Este ano, aos trancos e barrancos, 12  novas e maravilhosas arenas vão ser entregues – prontas ou quase prontas.

 

No último ano, quase 12 mil leitos hospitalares foram fechados em todo o Brasil.

macas hospitalares

 

Não se fez levantamento a respeito de quantas macas hospitalares foram acrescentadas à rede pública de saúde no mesmo período.

 

Explicação do Ministério da Saúde: o Brasil acompanha a tendência mundial de ampliar o atendimento ambulatorial.

 

Óbvio: no 1º mundo, os leitos são cada vez menos necessários. No Brasil, as macas ainda são cada vez mais fundamentais.

Nem as notas novas de reais ficaram prontas para a Copa

Parece piada. No meio do ano passado, o governo, via Banco Central, resolveu incrementar o lançamento de novos modelos de notas de Reais. A meta era substituir as notas antigas pelas novas até a Copa do Mundo.

As novas notas, com tamanhos diferentes. Os 2 modelos continuam valendo

As novas notas, com tamanhos diferentes. Os 2 modelos continuam valendo

Pois não é que o BC acaba de admitir que não vai dar tempo… Houve corte no orçamento e, babau viola. Os turistas que se virem com 2 tipos de notas de dinheiro que valem a mesma coisa.

Beija mão de Afif

Beija mão Afif

Conto de fadas ou rainha Dilma? O empresário Afif Domingos, aquele que dizia numa campanha presidencial há anos que ¨juntos, chegaríamos lá¨, chegou. A foto dispensa legenda.

Direito de torrar ônibus e patrimônios?

A polícia goiana conseguiu reunir provas contra alguns estudantes que estariam por trás de manifestações incendiárias e de quebra-quebra. A Justiça aceitou os argumentos e mandou os tais estudantes para temporada na prisão.

Copa fogueira

Com apoio zero da população, alguns políticos acusam a polícia até de  tirania por colocar, com autorização da Justiça, obviamente, esses manifestantes trancafiados.

Será que o direito de se manifestar livremente inclui poder tocar fogo em ônibus e sair quebrando o que se encontra pela frente?

Nota 10 para a polícia e 10 para a Justiça.

Ana Paula discursou no ¨Volta, Iris¨

Dona Iris

Pra pano rapidíssimo: Ana Paula, filha de Iris Rezende, discursou na manifestação ¨Volta,Iris¨ que marcou a desistência de Jr Friboi. Dona Iris começou assim…